quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

P.: Qual a diferença entre o som produzido por chapas de zinco e de alumínio?
R.: A propagação do som nestes metais difere por conta de fatores físicos. Isso influi no timbre, embora muitas vezes esta diferenças seja quase imperceptível.

P.: Por que os modelos unissonoros soam diferente dos modelos bissonoros?
R.: Basicamente, soam diferentes por que as notas se foram em regiões distintas do instrumento. Além disso, por conta de as palhetas estarem rebitadas em uma mesma chapa, ao soarem produzem harmônicos diferentes conforme as notas vizinhas (que são diferentes nos vários modelos).

P.: Porque muitos músicos tocam só (ou quase só) abrindo o fole?
R.: Há várias respostas: primeiro por que é mais fácil decorar um teclado só. Segundo porque o timbre é mais bonito já que a ressonância do som produzido abrindo e fechando é distinta por que as notas se formam em regiões distintas do instrumento.). Essa diferença é maior nos instrumentos bissonoros.

P.: Qual a diferença entre os modelos bissonoros e unissonoros?
R: Os modelos bissonoros (Rheinische e Einheits) produzem notas distintas para o mesmo botão ao abrir e fechar o fole. Os modelos unissonoros (Péguri, Manoury, Kusserow...) produzem apenas uma nota para cada botão ao abrir e fechar o fole.

P.: Os modelos unissonoros são mais fáceis de tocar que os bissonoros?
R.: Teoricamente sim, mas se o objetivo é tocar tango, há que se levar em conta que toda a literatura está voltada para um tipo de teclado (Rheinische) e obviamente faz uso de suas idiossincrasias para produzir efeitos e fraseados.

P.: Existe acordeon com som de bandoneón?
R.: Não, e por um motivo muito simples: a caixa de ressonância é diferente.

P.: O tipo de decoração exterior (nacarado) e a cor têm alguma relação com a qualidade do instrumento?
R.: Absolutamente nenhuma.

P.: O instrumento desafina se for aberto?
R.: Se houver um mínimo de cuidado, não.

P.: Quanto tempo dura uma afinação?
R.: Depende do instrumento, das condições de tempo e de uso. Na verdade, o instrumento começa a desafinar assim que sai da afinação, mas bom instrumento pode segurar a afinação (em níveis razoáveis de exigência) por vários anos se bem cuidado e não exposto a umidade.

P.: Os instrumentos chamados de pré-guerra são sempre melhores que os chamados pós guerra?
R.: Em geral sim, mas não é uma regra sem exceções. Existem instrumentos pré-guerra horríveis.

P.: Como diferenciar um AA pré-guerra de um pós-guerra?
R.: Convém lembrar que uma grande parte dos instrumentos chamados de pós-guerra foi produzida, na verdade, durante a II Guerra Mundial, mas o uso consagrou esta expressão por coincidir com um determinado desenho da lateral da mão direita (ver foto). Este desenho é a forma mais fácil de identificar um pós-guerra.

P.: Afinar bandoneón é igual a afinar acordeon?
R.: Teoricamente, o princípio é o mesmo. Contudo, o bandoneón tem muitas singularidades referente à precisão de afinação, à pressão dos rebites, ao tipo de couro a ser usado, às vedações e outros detalhes. Por isso, afinar um bandoneón requer experiência prévia que a imensa maioria dos luthiers de acordeón não tem (porque não há muita demanda). É sempre mais prudente procurar um luthier especializado em bandoneón.

P.: Os AA são sempre melhores que os outros bandoneóns?
R.: Não. Não existe hierarquia de marcas em termos de qualidade. Em termos comerciais, os AA têm mais valor, mas existem muitos AAs ruins e existem muitos ELA e Meinel&Herold bons. Infelizmente, não há um padrão de qualidade na produção destas fábricas e o melhor a fazer é experimentar o bandoneón para saber se é bom ou não. A marca e o modelo apenas não dizem muita coisa.

P.: Qual a extensão do teclado do bandoneón?
R.: No modelo mais tradicional, o Rheinische tonlage, a extensão vai do C2 a B4 na mão esquerda e do A3 ao B6. Existem alguns bandoneóns, os de 152 tons, que têm 3 botões a mais na mão esquerda (A#1/D#1, C#1/C1 e E4/G4) e 2 a mais na mão direita (G3 e G#3) Ver layout. Hoje em dia, os bandoneóns de Klaus Gutjahr já vêm com notas agregadas. A Bandonionfabrik produz um modelo de 154 tons e Uwe Hartenhauer produz um modelo de 158 tons, o teclado mais amplo que se produz hoje. A título de curiosidade, muitos bandoneonistas do tango encomendaram bandoneóns com notas agregadas como foi o caso de Gabriel Clausi, Minotto di Cicco  e outros.

P.: O bandoneón é um instrumento muito difícil de aprender a tocar?
R.: Todo instrumento é difícil de aprender a tocar se se quer tocar bem.

P.: Dá para tocar tango com bandoneón sistema Einheits?
R.: Dá pra tocar tango com qualquer instrumento que produza notas. Uma harpa produz notas, mas não tem o timbre requerido pelo tango. O mesmo acontece com o Einheits. Cabe ressaltar que o problema não é o layout do bandoneón, mas sim o fato de, normalmente, estes bandoneóns terem 3 ou 4 chapas por nota em vez de 2 (II/II), o que confere um timbre mais próximo ao do acordeon. Uma solução para isso é anular as placas sobressalentes. Contudo, a caixa de ressonância dos instrumentos é maior e a versatilidade fica um pouco prejudicada.

P.: Dá pra tocar tango com instrumentos pequenos (menos de 142 tons)?
R.: O tango é uma música de certa complexidade e costuma utilizar toda a extensão do teclado. Ao não contarem com algumas notas, os instrumentos pequenos prejudicam a execução de diversas músicas.

P.: Para aprender é aconselhável começar com um instrumento pequeno (de menos de 142 tons)?
R.: Não, pois faltam notas.

P.: Qual a relação da numeração dos botões com as notas?
R.: Nenhuma. Os números têm a ver com a evolução do teclado e, antigamente, serviam para 'facilitar' o aprendizado rudimentar. Hoje são obsoletos e não têm mais função, sendo mantidos apenas por tradição. Os números inteiros (1, 2, 3, 4...) correspondem, com exceções, à gênese do instrumento; aos primeiros botões. Logo, os botões agregados tomavam o número dos botões adjacentes. Nesse sentido, os botões ao lado do 1 e do 2 e do 2 e  do 3 recebem os números de 1/2, 2/3 e assim por diante.

P.: Qual a extensão do teclado de um bandoneón de tamanho normal (de 142 tons)?
R.: Na mão esquerda, cromaticamente, vai de um C2 até um B4. Faltam o C#2 e o Bb4. Na mão direita, vai de um A3 até um B6. Falta um Bb6. Há bandoneóns com mais tons. Uwe Hartenhauer faz banodnéon de até 158 tons, mas o tradicional são 142, de C2 a B6.

P.: Como é a leitura de partitura para bandoneón?
R.: É como a de piano. Clave de Sol e de Fá para as mãos direita e esquerda respectivamente.

Se sua pergunta não estiver aqui, adicione-a em um comentário.

domingo, 21 de abril de 2013

Biografia do "Tio Mena Barreto", idealizador e organizador do Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo - RS

A título de homenagem, publica-se a biografia do idealizador e organizador do Encontro de Bandoneonistas da Cidade de Passo Fundo - RS

Tio Mena Barreto é retrato vivo do folclore meridional brasileiro e merecedor das mais altas homenagens.



Segue o texto, gentilmente enviado pelo amigo Hitlon Luiz Araldi


        PLÍNIO MENA BARRETO DO AMARAL

                                       (Biografia comentada)

        Filho do Capitão da Guarda Nacional, Felipe Olímpio Barreto do Amaral e de dona Altiva Ferreira do Amaral, e neto paterno de Sinfrônio Barreto do Amaral e da vovó Cândida Barreto do Amaral, nasceu dia 08 de dezembro de 1924, no 1º Distrito de Lagoa Vermelha, hoje Município de Capão Bonito do Sul.
        Sua numerosa família, alem da irmã, Maria Cândida Tavares Barreto do Amaral, do primeiro casamento de seu pai,  era integrada pelos irmãos Joaquim Francisco de Assis e Veridiano, e das irmãs, Carminha, Sílvia, Lourdes e Diunina Barreto do Amaral.
        Como todo guri de estância, até os 19 anos morou  com a família, ajudando na lides de campo, tendo sido bom pialador a pé e a cavalo, e portanto, profundo conhecedor das lides campeiras, até que por decisão da família foram morar em Caxias do Sul, durante 05 anos.
        Na infância aprendeu as primeiras letras, até o quinto Livro e recorda com saudade da leitura do livro intitulado “O Manuscrito”, ao final de seus estudos.
        Depois de ter servido o Exército Nacional , sob as ordens do Gal. Oscar Gomes do Amaral, e dado baixa como 3º Sargento do então 2º GACAV 75 da famosa Santiago do Boqueirão, voltou para Clemente Argolo, e em sociedade com seu irmão  Veridiano, e o italiano  Eugênio Nicoló,  tiveram pela frente uma Serraria com 150 hectares de Pinheirais para beneficiar, tendo na época comprado um Chevrolet 1946 para transporte, que lhe custou 52 hectares  de campo e mais um eito de contos de réis.
        Nessa época chegou na região o filho do famoso Cel. Bicaco,  Sr. Laudelino Luciano Rodrigues de Souza e sua esposa, Réa Silvia Coimbra de Souza, e arremataram 7.500 hectares de Pinhais, e o nosso Plínio, puxando madeira, enamorou-se  da bela Elza de Souza, tendo transferido residência a pedido dos sogros, em 1957 para Catuípe nas Missões.  (Hoje dia 04 de abril de 2013, completa um ano de  falecimento de Elza de Souza do Amaral).
        De Catuípe mudou-se para Santo Ângelo estabelecendo-se com Bar e Churrascaria, e formando o Conjunto Anay (bandoneon, gaita, cavaquinho, sax, violão, clarinete, violino  e bateria), uma verdadeira Orquestra.
        Em 1964 aportou em Passo Fundo, indo morar na Av. Rio Grande e logo integrou-se a grande família do CTG. Lalau Miranda, abrilhantando Bailes e  programas Radiofônicos, com os companheiros Nelson Petry na rabeca, e Luíz Feldmann no violão,  recebendo a denominação do famoso radialista e vereador Leopoldino (Dino) Rosa, de Trio Maravilhoso. Ali foi um peão completo, tendo exercido os mais variados cargos e funções, e participado de dezenas de atividades sociais e excursões do CTG, lembrando com saudade, de Júlio de Castilhos, Ilópolis, Encantado, André da Rocha, Xanxerê, Pato Branco, duas vezes à Volta Redonda no Rio de Janeiro, e mais duas  na Exposição Agro Pecuária de Dourados e Maracaju, no MS, integrando a grande Invernada dos Músicos, juntamente com as Invernadas de Danças, Campeira e a Patronagem.
        Nesse ínterim, em 1979, com seus dois FNM, foi residir em Amambaí – MS, dedicando-se ao transporte de grãos, regressando novamente à Passo Fundo.
        Das suas firmes raízes arrinconadas em Passo Fundo, o casal Plínio e Elza, geraram duas filhas, Circe Maria, casada com Valdir Mozzini, e Zenilda (Kika) Barreto do Amaral, casada com José Goulart, que lhes geraram os netos e netas, Carolina Barreto Mozzini, Ricardo José Mozzini, e os gêmeos José Ricardo e Guilherme Barreto Goulart.
        Nessa longa trajetória, hoje aos 88 anos, Seu Plínio Mena Barreto, “o Rei do Bandoneon de Passo Fundo”, participou de inumeráveis comissões julgadoras de concursos artísticos e culturais das mais variadas entidades tradicionalistas, tendo arrematado nos Festivais do MTG –FEGART e ENART, sete troféus de primeiros lugares e um de segundo, nos concursos de Bandoneon, enfrentando eliminatórias, abaixo de geadas  nos mais distantes rincões do Rio Grande e, alem disso, integrou durante toda a sua existência o famoso Grupo de Danças Folclóricas  “Os Farroupilhas” de Passo Fundo.
        Desde o 1º Rodeio Nacional de Integração Gaúcha, até o 4º Rodeio Internacional de Passo Fundo, Plínio Mena Barreto e Oscar Pinto Vieira, formaram uma dupla imbatível – pedindo gado emprestado – para abrilhantar os Concursos de Tiro de Laço  dos pioneiros Rodeios da Capital do Planalto, ambos integrando a Comissão Campeira e na qualidade de Assessores da Secretaria de Turismo do nosso Município, atuou ainda como Cônsul do Rodeio Internacional, na Argentina e  no Paraguai, e culminando por formar uma Orquestra de Folclore com renomados músicos locais, apresentando-se durante dois anos em festividades da Municipalidade e no 5º Rodeio Internacional de Passo Fundo.
        De espírito inquieto e empreendedor, Tio Mena, que já tinha sido Pecuarista, Madeireiro, Caminhoneiro, Comerciante, Ecônomo, Funcionário Público, Empresário Musical, e sempre tocando bandoneon, por dom de ofício, ajudou a fundar o Centro de Tradições Gaúchas Tropel de Caudilhos, e numa dessas volteadas, juntamente com seus familiares, idealizou e fez realizar o Primeiro Encontro de Bandoneon em Passo Fundo, no ano de 2003, nas dependências do Teatro Múcio de Castro, e hoje, já em sua XI edição, dia 16 de novembro de 2013, no auditório do Colégio Notre Dame, tocadores de Bandoneon, do RS, SC, PR , Argentina e Uruguai, estarão presentes mais uma vez, agora, na Capital Estadual do Bandoneon.

        Mas, e a história do tocador de Bandoneon?

        É mais ou menos assim:
       
        O Tio Mena era um gurizote ainda, de mais ou menos quinze anos de idade, e uma fatalidade, levou prematuramente seu primo Olímpio,  filho do seu tio Olivério Barreto do Amaral, e numa visita a estância dos parentes, o Plínio foi dormir no quarto do falecido, e a curiosidade  o fez encontrar no armário uma bela gaita Somenzi, das primeiras, que foram fabricadas em Capoeiras, um vilarejo antes de Nova Prata. Pediu  de regalo, a dita gaita, mas não levou, só meses depois, um próprio do seu tio, chegou na estância  a cavalo, com a gaita a meia espalda, sendo-lhe presenteada...mas, embora o seu interesse daqueles foles não saiu nada que prestasse...só inhéco, inhéco.
        Logo, logo, para embelezar aqueles 20 milhões de campos,  o Capitão Felipe Mena Barreto, resolveu de fazer na fazenda um cemitério, onde toda a família descansaria, e para tal, contratou um especialista  em feitura de taipas, o caboclo Eleodoro Pedra, que alem de artífice em pedraria era um tocador de Bandoneon de mão cheia.
        De certa feita, o guri Plínio encontra o seu Eleodoro, cortando pedra e chorando, e perguntado, se lamentou, da saudade da família... que a tempos não via, que andavam passando fome... e que precisava vender o seu Bandoneon... para atender as dificuldades da família que moravam lá  pela Extrema, nos confins da Vacaria.
        Condoído, pediu ao pai que ajudasse o peão, e lhe comprasse o seu Bandoneon, mas Dom Felipe relutou, argumentando  que seu ouvido não era dos bons, pois não tocava nem gaita...que dirá Bandoneon, mas a insistência do piá e a promessa de arrancar música daquele instrumento, amoleceu o coração do Capitão, que pagou  ao Eleodoro pelo  tal bandoneon, a bagatela, de uma vaca de cria, um boi gordo, ambos no valor de 400 mil réis e ainda mais 200 mil réis em dinheiro.
        Guri novo, com todo leite, bom de ouvido, de tino apurado, via, apreciava, e memorizava, os botões e os corcovos do fole, e em cinco dias, já estava tocando a sua primeira havaneira no seu bandoneon.
        A notícia de que o filho do Dom Felipe, tocava  uma havaneira, e mais cinco músicas, se espalhou na região, e logo foi contratado para tocar no salão do João   
Basílio, o Conjunto dos Barretos, bandoneon, dois violões, cavaquinho e pandeiro.
        Naqueles tempos, nos Bailes de São João, do Divino Espirito Santo, os donos de Salão exigiam que cada um levasse um brinde para ser leiloado, então, os músicos tocavam uma moda, o povo dançava, e depois seguia-se o leilão de uma prenda, e assim por diante, *entonces, a meia duzia de repertório musical, varava a noite e sobrava fole.
        Por perdulário e pachola, o gaiteiro Félix Barbisan, num baile em Esmeralda, arrematou todos os brindes que foram oferecidos no leilão, desde uma torta até um gramofone estragado, tal era o gosto e as festanças daqueles tempos, onde lá pela metade da noite, era oferecido aos presentes, numa bandeja, café preto e pão caseiro, e o tocador de Bandoneon, a parte,  era servido de galinha e porco assado,  e recebia mais cinco  contos de réis pela tocata.
        Daí por diante tocar bandoneon foi  e é a paixão da vida do Tio Mena, do seu Plínio Mena Barreto do Amaral, com justiça, aqui e agora, hoje homenageado.


                                               Odilon Garcez Ayres
                                       Colega, amigo e testemunha dessa história de vida.
                                       Membro da Academia Passo-Fundense de Letras.

Primeira entrevista realizada no auditório da APL, dia 03.04.2013, a pedido do tradicionalista, Hilton Araldi, e compilada na segunda entrevista dia 09.04.2013, para ser publicada na Revista Água da Fonte da APL, e para homenagem ao biografado.


13ª Bandoneonfest - Joinville / SC

No dia 19 de maio, Joinville sediará a 13ª edição da Bandoneonfest, reunindo bandoneonistas de vários estados brasileiros e também do exterior.
A programação começa já no sábado, dia 18, com um workshop sobre o bandoneón e animada tarde dançante, mas é no domingo que os músicos sobem ao palco para tocar e se divertir durante todo o dia!

Seguem abaixo o folder e a programação oficial do evento!

A diversão é garantida, estão todos convidados!
Maiores informações e reservas:
www.bandoneonfest.com
bandonoenfest@terra.com.br
+55 47 3439 5071 (Dionísio Trapp-Organizador)

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

10º Encontro de Bandoneonistas da Cidade de Passo Fundo - RS

No dia de 10 de novembro deste ano, ocorrerá o 10º Encontro de Bandoneonistas na cidade de Passo Fundo - RS.
São esperados músicos brasileiros, argentinos e uruguaios para o evento.
Como de costume, os músicos se hopedam no Turis Hotel a convite da organização e, após o espetáculo, há sempre um bom churrasco para confraternizarmos.

En el dia 10 de noviembre de ese año habrá el 10º Encuentro de Bandoneonistas en la ciudad de Passo Fundo - RS, Brasil.
Son esperados músicos brasileros, argentinos y uruguayos para el evento.
Como siempre, los músicos son invitados por la organización a que se hospeden en el Turis Hotel y a que disfruten un buen asado después del espectáculo.


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domingo, 15 de abril de 2012

12º Bandoneonfest de Joinville - SC/Brasil

Como ocorre tradicionalmente, no terceiro domingo do mês de maio Joinville sediará a sua 12ª Bandoneonfest, a Festa em Homenagem ao Bandoneón! Uma bela festa que dura o dia todo e que reúne bandoneonistas brasileiros e estrangeiros em torno do bandoneón!

Abaixo seguem o folder e a programação.
Maiores informações, fotos, histórico e muito mais pode ser conferido no site dedicado ao evento.
Acesse http://www.bandoneonfest.com/ ou envie email para os organizadores: bandoneonfest@terra.com.br

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Selos, Carimbos e Placas AA / Sellos AA / AA Stamps

Eis aqui uma coletânea de selos, carimbos e plaquetas originais e falsas encontrados nos bandoneóns Alfred Arnold (AA).
Os selos correspondem à distintas épocas e modelos e há instrumentos que, apesar de autênticos, não apresentam nenhum destes selos.

He aqui un compilado de sellos, estampillas y plaquetas originales y falsificados encontrados en los bandoneónes Alfred Arnold (AA).
Los sellos corresponden a distintas épocas y modelos de la fábrica e incluso hay instrumentos que no traen ninguno de los sellos expuestos. 


A collection of true and false stamps found on Alfred Arnold (AA) bandoneons.
These stamps correspond to different periods and models of the factory production. However, there are even true AA's which do not bear any of these stamps.



Clique nas fotos para aumentar / Click to enlarge pics



SELOS VERDADEIROS/ SELLOS VERDADEROS/TRUE STAMPS

Selo externo encontrado junto à saída de ar



Selo encontrado na parte traseira do cavalete da mão direita



Carimbo encontrado na parte frontal do cavalete da mão direita



Inscrição encontrada no cavalete da mão direita: Este es el único y legítimo bandonion aleman "A.A" título de Marca Reg. 77037








Carimbo encontrado na lateral dos castelos da mão esquerda


Carimbo encontado na lateral dos castelos da mão esquerda



Carimbo encontrado na lateral dos castelos da mão esquerda




Carimbo encontrado na lateral dos castelos da mão esquerda




Carimbo Alfred Arnold encontrado na parte traseira de casstelo da mão esquerda





Carimbo Externo





Selo interno




Selo interno


Carimbo interno



Numeração da marcenaria e selo


Carimbo interno


Carimbo interno








SELOS/SELLOS FALSOS / FAKE STAMPS

O bandoneón em questão é um AA autêntico sem sombra de dúvidas, porém o selo é falso, ou seja, não é original de fábrica.
Este selo, muito mais simples que o original, se encontra nos bandoneóns que vem do Uruguai.
A origem deste selo é incerta, mas com certeza não é original, apesar de o bandoneón ser autêntico.


Este es un sello trucho que se encuentra en los bandoneónes que han pasado por Uruguay.Pese a que el instrumento sea realmente un AA, el sello no és original de fábrica; és trucho. Su orígen es incierta.


This is a fake stamp found in bandoneons from Uruguay. Althoug the bandoneon is an authentic AA, the stamp is fake. Not original. Its origin is still uncertain.





  Plaquetas


Plaqueta Tradicional



Plaqueta tradicional encontrada sobre a caixa harmônica da mão esquerda

Plaqueta externa

Plaqueta pós 12/05/1948 (estatização da fábrica)


Plaqueta NÃO ORIGINAL!





* Algumas das fotos foram cedidas pelo amigo Daniel Barrientos

X ENCONTRO DE BANDONEONISTAS DE PASSO FUNDO - RS

O X ENCONTRO DE BANDONEONISTAS da cidade de PASSO FUNDO - RS já tem data confirmada: 24/11/2012

Como sempre, são esperados os amigos de outros estados brasileiros bem como los hermanos argentinos e uruguaios para a confraternização com muita música!

Assim que for divulgado o cartaz institucional do evento, o mesmo será postado neste site.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

IX ENCONTRO/ENCUENTRO DE BANDONEONISTAS DE PASSO FUNDO - RS

No dia 22 de outubro acontecerá o IX Encontro de bandoneonistas de Passo Fundo - RS.
O evento, que será transmitido ao vivo pela Rádio Planalto FM, contará com a presença de bandoneonistas brasileiros, uruguaios e argentinos. Também haverá o lançamento do novo CD do Mano Monteiro, "Um Bandoneón sem Fronteiras II".
Abaixo seguem o cartaz e o convite da festa bem como a localização do evento.

En el 22 de octubre tendremos el IX Encuentro de Bandoneonistas en la ciudad de Passo Fundo - RS
El evento, transmitido en vivo por la Rádio Planalto FM, tendrá la participación de bandoneonistas brasileños, uruguayos y argentinos. También habrá el lanzamiento del segundo CD de Mano Monteiro, "Um Bandoneón sem Fronteiras II)".
Abajo siguen cartel, invitación y dirección del evento.

Click nas imagens para aumentar / Haz Click sobre la liga y los imágenes.

Localização do Encontro / Dirección del Encuentro




quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bandoneón Sistema Péguri

O sistema Péguri foi criado em 1925 pelo acordeonista francês Charles Péguri. O tango já fazia sucesso na França nesta época e este sistema visava facilitar a migração do acordéon cromático, com que se toca o musette francês para o bandoenón. Este sistema é unissonoro e muito parecido à ordem das notas de um acordeón cromático C-griff.


El sistema Péguri fué creado en 1925 por el acordeonista francés Charles Péguri. El tango ya tenia éxito en Francia en esa época y el sistema tenia por objetivo facilitar la migración del acordeón cromático, con el cuál se toca el musette francés, para el bandoneón. Este sistema és unisonoro y muy parecido en cuanto al orden de las notas a un acordeón cromático C-griff.


Abaixo seguem fotos de um Arno Arnold com sistema Péguri.

Abajo siguen fotos de un Arno Arnold del sistema Péguri.










quarta-feira, 6 de julho de 2011

IX Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo - RS

No dia 22 de outubro de 2011 acontecerá o IX Encontro de Bandoneonistas da cidade de Passo Fundo - RS. São esperados os amigos bandoneonistas de todos o sul do Brasil bem como da Argentina e Uruguai.
Assim que for confeccionado o convite para o evento o mesmo será publicado aqui.

Encontro Internacional de Bandoneonistas - Ciudad de Rafaela, Província de Santa Fé - ARG

Neste sábado, dia 9 de julho, casualmente o dia da independência da Argentina, acontecerá o II Encontro Nacional e I Encontro Internacional de Bandoneonistas da cidade de Rafaela, Província de Santa Fé, Argentina.
O Encontro é realizado por Cristina Pacierotti e Júlio Cepeda.
Abaixo segue o folder do evento. Clique para aumentar.

Bandoneón Sistema Einheits - Einheitsbandonion

O sistema Einheits foi criado na Alemanha por uma comissão em 1924 com o intuito de unificar os diferentes sistemas (layouts) existentes de digitação para facilitar a publicação de partituras e o ensino do instrumento. É uma evolução do sistema Rheinische.

El sistema Einheits fué creado en Alemania por una comisión en 1924 con el afán de unificar los diferentes sistemas existentes de digitación para que se facilitara la publicación de partituras y la enseñanza del instrumento. És una evolución del sstema Rheinische.

Sua criação foi posterior à popularização do sistema Rheinische no Prata e por isso não se popularizou por aqui. Na Alemanha/Europa é o sistema mais popular.

Su creacíón fué posterior a la popularización del sistema Rheinische (registros renanos) en el Plata y por eso no se hizo popular por aqui. En Alemania/Europa ese sistema es el más popular.


O sistema Einheits, bissonoro como o Rheinische, é composto de 72 botões (144 tons), sendo 35 botões na mão esquerda e 37 na mão direita.

El sistema Einheits, bisonoro como el Rheinische, tiene 72 botones (144 voces), siendo 35 botones en la mano izquierda y 37 en la mano derecha.

A digitação da mão direita é muito parecida à do Rheinische tonlage, não sendo obstáculo a qualquer músico que toque este sistema. Já a mão esquerda apresenta o centro muito parecido enquano a periferia do teclado difere para facilitar o legato nos graves.

La digitación de la mano derecha é muy parecida a la del sistema Rheinische. Uno que toque el Rheinische no tendrá problemas con eso. Con todo, la mano izquierda presenta el "meollo" casi ideéntico mientras la periferia del teclado es distinta para facilitar la digitación e los graves.

Abaixo segue uma tabela com o layout do Einheitsbandonion 144 tons (em breve) e também fotos de um AA Einheitsbandonion com chapas de alumínio.

Abajo hay una tabla con la notación del Einheitsbandonion 144 tonos (todavia no la subí) y también unas fotos de un AA Einhietsbandonion con peines de alumínio.

Mão direita / Mano Derecha






Mão esquerda / Mano Izquierda


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Faleceu o "Betinho"

Faleceu hoje, dia 02 de dezembro de 2010, aos 67 anos, o amigo e bandoneonista João Alberto Berthier Vieira, o Betinho.
Descendente de uma família de músicos, Betinho foi o idealizador e organizador das quatro edições do Encontro de Bandoneonistas de Caxias do Sul - RS.
Sem dúvida uma perda muito expressiva.

Abaixo segue matéria do Jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,3128522,Aos-67-anos-morre-professor-Betinho-em-Caxias-do-Sul.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Review do VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo

O VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo, organizado pelo sr. Plínio Mena Barreto e a Prefeitura Municipal foi um belo evento, lotando as cadeiras do teatro do Colégio Notre Damme.

Como sempre, os músicos foram recebidos com muita hospitalidade. Todos foram acomodados no Turis Hotel, onde se deu a tertúlia antes do Encontro.

Houve belas apresentações de bandoneonistas gaúchos, catarinenses e argentinos.
Merecem destaque as apresentações de Mano Monteiro, Márcio Brosowsky, Rodrigo Kienen, Ervino Sulzbach, João Henriques, João Lacerda, dentre outros.

Como já é tradicional, contou-se com a presença e apresentação da empolgante Orquesta Típica Fernando Cassiet, amigos argentinos que costumam prestigiar este e outros encontros no Brasil.

O ponto alto do Encontro foi a presença de Agustina Taborda, uma linda moça argentina que, dentre outras obras, interpretou Bandola Zurdo, música de nível técnico bastante elevado.

Outro ponto alto deste Encontro foi a presença dos idealizadores e organizadores do Primer Encuentro Nacional de Bandoneones "Ciudad de Rafaela", província de Santa Fé, AR.

Após o encontro, os participantes confraternizaram em um churrasco ao som dos músicos que se revezavam no palco do evento.

Duas ausências são dignas de menção:
João Alberto Berthier Vieira (Betinho), idealizador do Encontro de Bandoneonistas de Caxias do Sul, não participou desta edição do encontro por problemas de saúde.
Max Dockhorn, colecionador e grande impulsor da cultura do bandoneón na região de Três Passos - RS veio a falecer algumas semanas antes do Encontro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Professores de bandoneón no Brasil

No Brasil há poucos professores de bandoneón hoje em dia. Muitos dos antigos professores já faleceram, como é o caso de Alfredo Radloff, Juvenal de Paula Guedes, Amélia Lopes Cruz e outros.

Os professores que continuam a ensinar hoje com alguma expressão são:

Carlittos Magallanes
Uruguaio, tanguero, radicado em Porto Alegre - RS. ênfase no tango. Ensina por partitura apenas.
Provavelmente é o professor com mais alunos no Brasil.


Ervino Sulzbach
Gaúcho, mora na cidade de Estrela - RS. Ênfase na música alemã.


Luis Alberto González dos Santos
Uruguaio, radicado na cidade de Caxias do Sul - RS. Ênfase no tango e na música gaúcha. Ensina "de ouvido" apenas.
luis.gonzalezdossantos@gmail.com


Márcio Brosowsky
Catarinense, mora na cidade de São Bento do Sul - SC. Ênfase na música alemã.


Rodrigo Kienen
Catarinense, mora na cidade de Blumenau - SC. Ênfase na música alemã.
rkgaiteiro@gmail.lcom


Carlos Otto Reck
Catarinense, mora na cidade de Joinville - SC. Ênfase na música alemã.
Haroldo Fiebes
Catarinense, mora na cidade de Timbó - SC. Ênfase na música alemã.
Cézar Augusto Morales Cantero
Uruguaio, radicado na cidade de São Paulo - SP. Ênfase no Tango.

Pelín Capobianco
Uruguaio, radicado no Rio de Janeiro - RJ. ênfase no Tango.
pelicapobianco@gmail.com

Há ainda outros professores em outras cidades do Brasil mas que estão fora de atividade pelo avançado da idade.


Para maiores informações e contatos, enviar email para gaucho83@gmail.com

Onde comprar ou restaurar um bandoneón no Brasil

O processo de compra envolve um conhecimento prévio de o que se está buscando e sobre isso há um grande desconhecimento. (ver post Critérios para a compra de um bandoneón e Um bandoneón para tocar tango).

Quando se encontra um bandoneón é muito comum que ele necessite de reparos, ou porque passou muito tempo parado, caso em que tudo que é de couro resseca e perde-se a afinação, ou porque estava em uso e não lhe foi dada a devida manutenção.

A manutenção de bandoneões, pela especificidade do conhecimento que envolve e pelo tempo que demora, é bastante cara e são pouquíssimos os habilitados a fazê-la. Além disso, todos os afinadores e restauradores têm excesso de trabalho, o que torna comum um instrumento passar meses (ou anos!) na restauração dependendo do tipo de manutenção que necessite.

No Brasil, noutros tempos houve vários resturadores. Hoje, se contam nos dedos.

Eis uma lista dos restauradores:

Maurício Milbratz - Blumenau - SC

O sr. Maurício dedica-se ao restuaro e afinação de bandoneões de todas as marcas e modelos. Diferente dos demais afinadores, que fazem a restauração de bandoneões conjugada à de acordeões, ele se dedica apenas aos bandoneões, o que não significa que o restauro seja rápido.
O sr. Maurício também comercializa estes instrumentos. A vantagem de se comprar um bandoneon seu é que este já vem revisado, além de se estar comprando o instrumento certo para o fim que se deseja.

Contato
Residencial: (47) 3397-7160
Celular: (47) 9117-0956
e-mail: mmilbratz@gmail.com


Mano Monteiro - Porto Alegre - RS

Atualmente Mano Monteiro tem uma oficina de conserto de acordeões além de ser o responsável pela idealização e montagem do Novo Acordeon Todeschini.
Na década de 1990 se dedicou à fabricação dos bandoneões Danielson bem como de acordeões da mesma marca.
Hoje não trabalha mais com badoneões mas pode saber de instrumentos à venda.

Contato
Comercial: (51) 3319 6563
e-mail contato@manomonteiro.com.br


Berci Danielson - Santa Rosa - RS

O sr. Berci é filho de Harry Einar Danielson, sócio fundador da Danielson & Gottems junto com Alfredo Gottems. Continua a restaurar e afinar acordeões e bandoneões porém o tempo de espera é longo haja vista o volume de trabalho que este senhor tem.
Pode saber de algum instrumento à venda.

Contato
Comercial: (55) 3512 3049


Paulo Oscar Danker - Guaramirim - SC
O sr. Paulo Danker é a terceira geração de uma família de afinadores. Seu pai, Ernesto Danker, e seu avô, Oscar Danker, já se dedicavam ao ofício. O sr. Paulo Danker continua afinando acordeões e bandoneões mas o prazo de espera para afinações e restaurações de bandoneões também é longo por conta do volume de tabalho. O sr. Paulo pode saber de algum instrumento à venda.

Contato
Comercial: (47) 3373 1362
e-mail: po.danker@uol.com.br


A maioria dos demais restauradores, como Silvio Quequi, Arlindo Brusa, Werner Schlei e outros, ou veio a falecer ou já não se dedica mais à atividade em virtude da idade avançada.

Para maiores informações, enviar email para gaucho83@gmail.com

domingo, 7 de novembro de 2010

Bandoneões AZ

Por desconhecer produção em escala industrial preferi fazer um post exclusivo para os bandoneões AZ.

Os Bandoneões AZ, cujas iniciais remetem a quem o desenvolveu, Ángel Zullo, constituiem-se no intento argentino de fabricar um bandoneón.
As dificuldades que permeiam este caminho são conhecidas. Por certo merece respeito a tentaiva. São muito poucas as informações acerca deste instrumento, razão pela qual aguardamos os comentários dos argentinos sobre seu próprio bandoneón.



Por desconocer una producción industrial, opté por hacer un post exclusivo para los bandoneones AZ.

Los AZ, que remiten a Ángel Zullo, su creador, son el intento argentino de construir un fueye nacional.
Son muchas las dificultades que se oponen a este camino. Por cierto merece respeto el intento.
Practicamente no hay informaciones sobre la calidad de este instrumento, razón por la cual aguardamos a los comentários de músicos argentinos acerca de su proprio bandoneón.




The AZ Bandoneon has been treated apart from the New Bandoneons post due to the fact there is no industrial production of it.

AZ Bandoneons (named after Ángel Zullo) are the Argentinian experiment on constucting a new and national instrument.
There are too many obstacles on this path, therefore, the attempet must be respected even though the quality of these instruments is not known yet.
We keep on waiting for an Argentinian review on its own bandoneon.





Para mais informações visite,

Para más información visita,

For more information visit,



http://www.bandoneonargentino.jimdo.com/




sábado, 6 de novembro de 2010

VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo - RS 2010

No dia 20 de novembro de 2010 acontece, na cidade de Passo Fundo - RS, a sétima edição do tradicional Encontro de Bandoneonistas, sempre capitaneado pelo "Tio Mena Barreto".
Nesta ocasião estarão reunidos músicos do RS, SC, PR, SP, MT, Argentina, Uruguai e Chile para confraternizar em meio ao ambiente bandoneonístico do evento.
O repertório deste encontro inclui Tango, folclore gaúcho, folclore germânico, música clássica dentre outros.


Abaixo segue o convite:
Click para aumentar


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fabricação de chapas e palhetas na Harmonikas, Rep. Tcheca

Producción de peines y lenguetas en la fábrica Harmonikas, en la Rep. Checa.
Production of reeds and reedplates at the Harmonikas Factory in the Czech Republic.


Esta é a fábrica onde são feitas as chapas e as palhetas da maioria dos bandoneões novos. Harry Geuns fabrica seus próprios insumos e algumas fábricas italianas usam chapas de acordeon.

A Harmonikas produz chapas para acordeon, bandoneón, bayan, harmonium e outros.

This is the factory where reeds and reedplates of most of the new bandoneons are made. Harry Geuns makes his own reeds and reedplates and some Italian factories use accordion reedplates.

The Harmonikas Factory produces reedplates for bandoneons, accordion, bayans, harmonium, etc.

Esta es la fábrica donde se producen los peines y las leguetas de la mayoria de los nuevos bandoneones. Harry Geuns hace sus própios peines y lenguetas mientras algunas fábricas italianas usan chapitas de acordeón.

La Harmonikas produce peines y chapas para bandoneón, acordeón, bayan, harmonium, etc...

video

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bandoneões Novos

Hoje em dia se fabricam bandoneões novos sob encomenda na Alemanha, na Bélgica, na Itália e na Argentina.

Na Alemanha a produção é feita pelos luthiers Klaus GutjahrUwe Hartenhauer, Robert Walschläger e pela Bandoneon & ConcertinaFabrik.


Concertina & Bandoneonfabrik


Os instrumentos da Bandonion & ConcertinaFabrik, estéticamente, são quase réplicas dos AA. A fábrica intitula-se a sucessora dos AA. Michel Zisman, Fábio Furia, Victor Villena e outros usam instrumentos desta fábrica.






Eis como soa um bandoneón da Bandonionfabrik
http://www.youtube.com/watch?v=1DjE6Q20Qgs




Klaus Gutjahr

Os instrumentos de Klaus Gutjahr são inovadores em muitas coisas: não têm filetes de contorno nem meias-canas. O fole é como de um acordeon, com cantoneiras cobertas pelo debrum. Teclado simétrico. Alguns botões estão em posição distinta (foto) mas não afetam a execução. As casinhas dos botões tem feltro lateral que diminui em muito o barulho que estes produzem ao bater na madeira. Usa parafusos normais em vez de borboletas. É um instrumento muito potente e de alto rendimento, porém o timbre não é o adequado ao tango. Serve muito bem para a música alemã e, quem sabe, o chamamé. (em breve haverá um review deste instrumento)















Nesse video podemos ver Klaus Gutjahr tocando um bandoneon produzido por ele.







Uwe Hartenhauer

Os instrumentos de Uwe Hartenhauer são estéticamente tradicionais, não inovadores como os de Gutjahr. São instrumentos de alto rendimento, peoduzidos com chapas tchecas. Victor Hugo Villena, Alexander Mitenev e Julian Rowlands usam estes instrumentos.

Aqui pode-se ver como soa um Hartenhauer nas mãos de Alexander Mitenev.




Harry Geuns


Na Bélgica a produção é feita pelo luthier Harry Geuns.
Além de bandoneões, Geuns fabrica uma série de instrumentos de palhetas livres como concertinas e outros... Geuns também fabrica bandoneões com palhetas em chapas avulsas além de instrumentos com as tradicionais chapas inteiriças.

Aqui pode-se ouvir como soa um Harry Geuns.



Na Argentina, a produção ainda é incipiente e está nas mãos dos luthiers Vicente Toscano, Baltazar Estol, Oscar Fischer e Ángel Zullo.

Vicente Toscano fabrica o Modelo T. Toscano faz também as chapas e as palhetas do instrumento na sua oficina.

Vídeo do Modelo T




Baltazar Estol fabrica os modelo Típico utilizando chapas tchecas.

Vídeo do Modelo Típico



Oscar Fischer, da Casa del Bandoneón, fabrica el modelo Fischer utilizando chapas tchecas.

Vídeo do Modelo Fischer



Ángel Zullo fabrica o modelo AZ com chapas produzidas em sua oficina.

Vídeo do modelo AZ.



Na Itália, há várias fábricas de acordeon que produzem bandoneon, como Pigini, Victoria, Brandoni, Baro, etc... Nenhuma delas tem tradição na fabricação do instrumento.


Abaixo seguem fotos de um Brandoni e de um Pigini.










































Aqui pode-se ouvir como soa um Pigini.





E aqui pode-se ouvir como soa um bandoneon Victoria