quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Faleceu o "Betinho"

Faleceu hoje, dia 02 de dezembro de 2010, aos 67 anos, o amigo e bandoneonista João Alberto Berthier Vieira, o Betinho.
Descendente de uma família de músicos, Betinho foi o idealizador e organizador das quatro edições do Encontro de Bandoneonistas de Caxias do Sul - RS.
Sem dúvida uma perda muito expressiva.

Abaixo segue matéria do Jornal O Pioneiro, de Caxias do Sul.

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,3128522,Aos-67-anos-morre-professor-Betinho-em-Caxias-do-Sul.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Review do VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo

O VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo, organizado pelo sr. Plínio Mena Barreto e a Prefeitura Municipal foi um belo evento, lotando as cadeiras do teatro do Colégio Notre Damme.

Como sempre, os músicos foram recebidos com muita hospitalidade. Todos foram acomodados no Turis Hotel, onde se deu a tertúlia antes do Encontro.

Houve belas apresentações de bandoneonistas gaúchos, catarinenses e argentinos.
Merecem destaque as apresentações de Mano Monteiro, Márcio Brosowsky, Rodrigo Kienen, Ervino Sulzbach, João Henriques, João Lacerda, dentre outros.

Como já é tradicional, contou-se com a presença e apresentação da empolgante Orquesta Típica Fernando Cassiet, amigos argentinos que costumam prestigiar este e outros encontros no Brasil.

O ponto alto do Encontro foi a presença de Agustina Taborda, uma linda moça argentina que, dentre outras obras, interpretou Bandola Zurdo, música de nível técnico bastante elevado.

Outro ponto alto deste Encontro foi a presença dos idealizadores e organizadores do Primer Encuentro Nacional de Bandoneones "Ciudad de Rafaela", província de Santa Fé, AR.

Após o encontro, os participantes confraternizaram em um churrasco ao som dos músicos que se revezavam no palco do evento.

Duas ausências são dignas de menção:
João Alberto Berthier Vieira (Betinho), idealizador do Encontro de Bandoneonistas de Caxias do Sul, não participou desta edição do encontro por problemas de saúde.
Max Dockhorn, colecionador e grande impulsor da cultura do bandoneón na região de Três Passos - RS veio a falecer algumas semanas antes do Encontro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Professores de bandoneón no Brasil

No Brasil há poucos professores de bandoneón hoje em dia. Muitos dos antigos professores já faleceram, como é o caso de Alfredo Radloff, Juvenal de Paula Guedes, Amélia Lopes Cruz e outros.

Os professores que continuam a ensinar hoje com alguma expressão são:

Carlittos Magallanes
Uruguaio, tanguero, radicado em Porto Alegre - RS. ênfase no tango. Ensina por partitura apenas.
Provavelmente é o professor com mais alunos no Brasil.


Ervino Sulzbach
Gaúcho, mora na cidade de Estrela - RS. Ênfase na música alemã.


Luis Alberto González dos Santos
Uruguaio, radicado na cidade de Caxias do Sul - RS. Ênfase no tango e na música gaúcha. Ensina "de ouvido" apenas.
luis.gonzalezdossantos@gmail.com


Márcio Brosowsky
Catarinense, mora na cidade de São Bento do Sul - SC. Ênfase na música alemã.


Rodrigo Kienen
Catarinense, mora na cidade de Blumenau - SC. Ênfase na música alemã.
rkgaiteiro@gmail.lcom


Carlos Otto Reck
Catarinense, mora na cidade de Joinville - SC. Ênfase na música alemã.
Haroldo Fiebes
Catarinense, mora na cidade de Timbó - SC. Ênfase na música alemã.
Cézar Augusto Morales Cantero
Uruguaio, radicado na cidade de São Paulo - SP. Ênfase no Tango.

Pelín Capobianco
Uruguaio, radicado no Rio de Janeiro - RJ. ênfase no Tango.
pelicapobianco@gmail.com

Há ainda outros professores em outras cidades do Brasil mas que estão fora de atividade pelo avançado da idade.


Para maiores informações e contatos, enviar email para gaucho83@gmail.com

Onde comprar ou restaurar um bandoneón no Brasil

O processo de compra envolve um conhecimento prévio de o que se está buscando e sobre isso há um grande desconhecimento. (ver post Critérios para a compra de um bandoneón e Um bandoneón para tocar tango).

Quando se encontra um bandoneón é muito comum que ele necessite de reparos, ou porque passou muito tempo parado, caso em que tudo que é de couro resseca e perde-se a afinação, ou porque estava em uso e não lhe foi dada a devida manutenção.

A manutenção de bandoneões, pela especificidade do conhecimento que envolve e pelo tempo que demora, é bastante cara e são pouquíssimos os habilitados a fazê-la. Além disso, todos os afinadores e restauradores têm excesso de trabalho, o que torna comum um instrumento passar meses (ou anos!) na restauração dependendo do tipo de manutenção que necessite.

No Brasil, noutros tempos houve vários resturadores. Hoje, se contam nos dedos.

Eis uma lista dos restauradores:

Maurício Milbratz - Blumenau - SC

O sr. Maurício dedica-se ao restuaro e afinação de bandoneões de todas as marcas e modelos. Diferente dos demais afinadores, que fazem a restauração de bandoneões conjugada à de acordeões, ele se dedica apenas aos bandoneões, o que não significa que o restauro seja rápido.
O sr. Maurício também comercializa estes instrumentos. A vantagem de se comprar um bandoneon seu é que este já vem revisado, além de se estar comprando o instrumento certo para o fim que se deseja.

Contato
Residencial: (47) 3397-7160
Celular: (47) 9117-0956
e-mail: mmilbratz@gmail.com


Mano Monteiro - Porto Alegre - RS

Atualmente Mano Monteiro tem uma oficina de conserto de acordeões além de ser o responsável pela idealização e montagem do Novo Acordeon Todeschini.
Na década de 1990 se dedicou à fabricação dos bandoneões Danielson bem como de acordeões da mesma marca.
Hoje não trabalha mais com badoneões mas pode saber de instrumentos à venda.

Contato
Comercial: (51) 3319 6563
e-mail contato@manomonteiro.com.br


Berci Danielson - Santa Rosa - RS

O sr. Berci é filho de Harry Einar Danielson, sócio fundador da Danielson & Gottems junto com Alfredo Gottems. Continua a restaurar e afinar acordeões e bandoneões porém o tempo de espera é longo haja vista o volume de trabalho que este senhor tem.
Pode saber de algum instrumento à venda.

Contato
Comercial: (55) 3512 3049


Paulo Oscar Danker - Guaramirim - SC
O sr. Paulo Danker é a terceira geração de uma família de afinadores. Seu pai, Ernesto Danker, e seu avô, Oscar Danker, já se dedicavam ao ofício. O sr. Paulo Danker continua afinando acordeões e bandoneões mas o prazo de espera para afinações e restaurações de bandoneões também é longo por conta do volume de tabalho. O sr. Paulo pode saber de algum instrumento à venda.

Contato
Comercial: (47) 3373 1362
e-mail: po.danker@uol.com.br


A maioria dos demais restauradores, como Silvio Quequi, Arlindo Brusa, Werner Schlei e outros, ou veio a falecer ou já não se dedica mais à atividade em virtude da idade avançada.

Para maiores informações, enviar email para gaucho83@gmail.com

domingo, 7 de novembro de 2010

Bandoneões AZ

Por desconhecer produção em escala industrial preferi fazer um post exclusivo para os bandoneões AZ.

Os Bandoneões AZ, cujas iniciais remetem a quem o desenvolveu, Ángel Zullo, constituiem-se no intento argentino de fabricar um bandoneón.
As dificuldades que permeiam este caminho são conhecidas. Por certo merece respeito a tentaiva. São muito poucas as informações acerca deste instrumento, razão pela qual aguardamos os comentários dos argentinos sobre seu próprio bandoneón.



Por desconocer una producción industrial, opté por hacer un post exclusivo para los bandoneones AZ.

Los AZ, que remiten a Ángel Zullo, su creador, son el intento argentino de construir un fueye nacional.
Son muchas las dificultades que se oponen a este camino. Por cierto merece respeto el intento.
Practicamente no hay informaciones sobre la calidad de este instrumento, razón por la cual aguardamos a los comentários de músicos argentinos acerca de su proprio bandoneón.




The AZ Bandoneon has been treated apart from the New Bandoneons post due to the fact there is no industrial production of it.

AZ Bandoneons (named after Ángel Zullo) are the Argentinian experiment on constucting a new and national instrument.
There are too many obstacles on this path, therefore, the attempet must be respected even though the quality of these instruments is not known yet.
We keep on waiting for an Argentinian review on its own bandoneon.





Para mais informações visite,

Para más información visita,

For more information visit,



http://www.bandoneonargentino.jimdo.com/




sábado, 6 de novembro de 2010

VIII Encontro de Bandoneonistas de Passo Fundo - RS 2010

No dia 20 de novembro de 2010 acontece, na cidade de Passo Fundo - RS, a sétima edição do tradicional Encontro de Bandoneonistas, sempre capitaneado pelo "Tio Mena Barreto".
Nesta ocasião estarão reunidos músicos do RS, SC, PR, SP, MT, Argentina, Uruguai e Chile para confraternizar em meio ao ambiente bandoneonístico do evento.
O repertório deste encontro inclui Tango, folclore gaúcho, folclore germânico, música clássica dentre outros.


Abaixo segue o convite:
Click para aumentar


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Fabricação de chapas e palhetas na Harmonikas, Rep. Tcheca

Producción de peines y lenguetas en la fábrica Harmonikas, en la Rep. Checa.
Production of reeds and reedplates at the Harmonikas Factory in the Czech Republic.


Esta é a fábrica onde são feitas as chapas e as palhetas da maioria dos bandoneões novos. Harry Geuns fabrica seus próprios insumos e algumas fábricas italianas usam chapas de acordeon.

A Harmonikas produz chapas para acordeon, bandoneón, bayan, harmonium e outros.

This is the factory where reeds and reedplates of most of the new bandoneons are made. Harry Geuns makes his own reeds and reedplates and some Italian factories use accordion reedplates.

The Harmonikas Factory produces reedplates for bandoneons, accordion, bayans, harmonium, etc.

Esta es la fábrica donde se producen los peines y las leguetas de la mayoria de los nuevos bandoneones. Harry Geuns hace sus própios peines y lenguetas mientras algunas fábricas italianas usan chapitas de acordeón.

La Harmonikas produce peines y chapas para bandoneón, acordeón, bayan, harmonium, etc...

video

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bandoneões Novos

Hoje em dia se fabricam bandoneões novos sob encomenda na Alemanha, na Bélgica, na Itália e na Argentina.

Na Alemanha a produção é feita pelos luthiers Klaus GutjahrUwe Hartenhauer, Robert Walschläger e pela Bandoneon & ConcertinaFabrik.


Concertina & Bandoneonfabrik


Os instrumentos da Bandonion & ConcertinaFabrik, estéticamente, são quase réplicas dos AA. A fábrica intitula-se a sucessora dos AA. Michel Zisman, Fábio Furia, Victor Villena e outros usam instrumentos desta fábrica.






Eis como soa um bandoneón da Bandonionfabrik
http://www.youtube.com/watch?v=1DjE6Q20Qgs




Klaus Gutjahr

Os instrumentos de Klaus Gutjahr são inovadores em muitas coisas: não têm filetes de contorno nem meias-canas. O fole é como de um acordeon, com cantoneiras cobertas pelo debrum. Teclado simétrico. Alguns botões estão em posição distinta (foto) mas não afetam a execução. As casinhas dos botões tem feltro lateral que diminui em muito o barulho que estes produzem ao bater na madeira. Usa parafusos normais em vez de borboletas. É um instrumento muito potente e de alto rendimento, porém o timbre não é o adequado ao tango. Serve muito bem para a música alemã e, quem sabe, o chamamé. (em breve haverá um review deste instrumento)















Nesse video podemos ver Klaus Gutjahr tocando um bandoneon produzido por ele.







Uwe Hartenhauer

Os instrumentos de Uwe Hartenhauer são estéticamente tradicionais, não inovadores como os de Gutjahr. São instrumentos de alto rendimento, peoduzidos com chapas tchecas. Victor Hugo Villena, Alexander Mitenev e Julian Rowlands usam estes instrumentos.

Aqui pode-se ver como soa um Hartenhauer nas mãos de Alexander Mitenev.




Harry Geuns


Na Bélgica a produção é feita pelo luthier Harry Geuns.
Além de bandoneões, Geuns fabrica uma série de instrumentos de palhetas livres como concertinas e outros... Geuns também fabrica bandoneões com palhetas em chapas avulsas além de instrumentos com as tradicionais chapas inteiriças.

Aqui pode-se ouvir como soa um Harry Geuns.



Na Argentina, a produção ainda é incipiente e está nas mãos dos luthiers Vicente Toscano, Baltazar Estol, Oscar Fischer e Ángel Zullo.

Vicente Toscano fabrica o Modelo T. Toscano faz também as chapas e as palhetas do instrumento na sua oficina.

Vídeo do Modelo T




Baltazar Estol fabrica os modelo Típico utilizando chapas tchecas.

Vídeo do Modelo Típico



Oscar Fischer, da Casa del Bandoneón, fabrica el modelo Fischer utilizando chapas tchecas.

Vídeo do Modelo Fischer



Ángel Zullo fabrica o modelo AZ com chapas produzidas em sua oficina.

Vídeo do modelo AZ.



Na Itália, há várias fábricas de acordeon que produzem bandoneon, como Pigini, Victoria, Brandoni, Baro, etc... Nenhuma delas tem tradição na fabricação do instrumento.


Abaixo seguem fotos de um Brandoni e de um Pigini.










































Aqui pode-se ouvir como soa um Pigini.





E aqui pode-se ouvir como soa um bandoneon Victoria

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Infográfico de como funciona um bandoneón

Eis aqui um belo infográfico de como funciona um bandoneón. Créditos do bandoneonista e luthier de San Juan,(AR) Benjamín Szvalb. http://www.szvalb.com.ar/

CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diferenças entre Bandoneón e Acordeon

Há muitas diferenças entre um acordeon e um bandoneón.
Para quem os toca elas são óbvias e gritantes porém geram muitas dúvidas entre os que não tocam.

Diferenças


Quanto ao fole;

Ambos são instrumentos de fole mas aí já temos a primeira diferença. Se olharmos atentamente, o bandoneón possui um fole dividdo em três partes de 5 gomos cada enquanto o acordeon possui um fole único. Além disso, as cantoneiras de um fole de bandoneon são totalmente externas ao passo que as de um fole de acordeon elas têm as extremidades cobertas pelo debrum.



Uma ressalva deve ser feita: Alguns bandoneóns produzidos hoje na Europa (os Gutjahr por exemplo) não seguem esta tradição e apresentam fole com cantoneiras cobertas como os de acordeon.


Quanto ao madeiramento:

O madeiramento dos acordeons (salvo os muito antigos ou alguns modelos especiais) vem coberto externamente por celulóide enquanto os bandoneons (à exceção dos Danielson e de alguns modelos alemães que nunca vingaram por aqui) está lustrado à boneca com goma-laca ou pintado, podendo apresentar inscrutações em madrepérola (nácar).


Quanto à posição do teclado;

Num acordeon o teclado está posicionado para frente de modo que quem observa consegue divisar ambos teclados (teclas/botões e baixos).
Num bandoneón os teclados estão na lateral de forma que nem o músico nem o expectador conseguem vê-lo de frente.









Quanto ao timbre;

O timbre talvez seja a maior diferença entre ambos instrumentos.

Ambos instrumentos são aerófonos de palhetas livres, ou seja, emitem as notas a partir da pressão do ar produzida pelo fole que faz vibrar uma ou mais palhetas de aço rebitadas à uma placa.

No caso do acordeon, cada par de palhetas (uma que vibra ao abrir e outra ao fechar o fole) está rebitado a uma mesma plaqueta avulsa, sempre de alumínio, excetuando-se aqui raríssimas exceções como os muito antigos que diferiam no material ou os bayans russos quem têm chapas inteiriças.

No bandoneon as palhetas estão todas rebitadas em chapas contínuas e inteiriças (não avulsas por cada par) de alumínio ou de zinco. Há na Europa hoje bandoneóns com chapas de acordeon como os de Harry Geuns e outros. essa "inovação" aparentemente não tem o respaldo dos músicos, que preferem a antiga chapa inteiriça.

Essa diferença nas chapas faz que ao vibrar uma nota esta vibração faça soar também os harmônicos das outras notas rebitadas na mesma chapa. Isso confere uma singularidade tímbrica somente possível nesse instrumento.

Além disso, o acordeon pode produzir diversos timbres distintos com a combinação de oitavas das palhetas feita pelos registros.

O bandoneón produz o som a partir de duas palhetas por nota, uma grave e outra aguda, sempre com intervalo fixo de uma oitava e afinação justa.(Reinische II/II)

O acordeon, dependendo do modelo pode ter até cinco palhetas diferentes soando por nota. Via de regra são uma grave, de uma a três médias e uma aguda. A combinação entre elas o tipo de afinação possibilita em trono de até 15 combinações distintas para a melodia (mão direita e até 9 para a mão esquerda (baixos)


Quanto à extensão do teclado;

A extensão do teclado do bandoneón é de cerca de duas oitavas e meia em cada lado. Destas duas oitavas e meia há intervalos compartilhados por ambas mãos. Encontramos algumas notas da parte mais aguda do teclado da mão esquerda entre as notas mais graves do teclado da mão direita. Isso não é redundante pois ambas mãos podem produzir a mesma nota, solar em uníssono, com timbres diferentes especialmente por causa da caixa de ressonância da mão esquerda, que confere um timbre bastante aveludado em comparação ao timbre cortante da mão direita.

Como o assunto é bandoneón não cabe entrar no mérito dos bayans russos de 64 notas e sistema de baixo solto, ou alguns de 140 baixos...
Assim, excetuando-se este tipo de acordeon, temos que um acordeon pode possuir até 41 (ou 45) teclas e 120 baixos. O aparentemente expresivo número de baixos não se traduz em número de notas. O acordeon tem este nome por ter a mão esquerda baseada em acordes prontos. Assim, mesmo com 120 baixos um acordeon produz apenas uma oitava em notas soltas. o resto são acordes maiores, menores...

As diferenças aqui expostas levam em conta um acordeon a piano. Pela diversidade de modelos e sistemas seria preciso um outro blog para tratar também dos acordeons de botão (cromáticos e/ou diatônicos)

Considerações finais

O acordeon é um instrumento mais rítmico que o bandoneón. Consegue fazer uma base mais segura para o solo da mão direita.

Por dispor somente de notas soltas em ambas mãos o bandoneón, presta-se a uma harmonia mais complexa, possibilitando acordes inimagináveis em qualquer outro instrumento pela proximidade de notas que em qualquer outro sistema estaria demasiadamente longe.
Também por causa das notas soltas em ambos lados presta-se a solos em terças, sextas, oitavas, etc...

Por estas diferenças o repertório de cada instrumnto é flagrantemente distinto.

Diatônico/Cromático: Terminologia Correta

O termo "diatônico" é comumente usado para diferenciar o bandoneon Reinische tonlage dos demais sistemas cromáticos como o Péguri ou o Kusserow por exemplo. Isso se deve ao fato de que nestes sistemas um mesmo botão quando pressionado emite a mesma nota tanto abrindo-se quanto fechando-se o fole. No caso do Reinische (e do Einheits), um mesmo botão (90% deles) emite notas distintas ao abrir e ao fechar o fole.

Num primeiro momento de sua evolução, - pensando em bandoneóns de 104, 106 tons -, poder-se-ia talvez defender esta nomenclatura uma vez que os recursos do instrumento eram limitados e as notas produzidas abrindo e fechando o fole apresentavam uma interrelação entre ambos os teclados que poderia confundir-se com um instrumento diatônico.

Contudo, o uso deste termo é totalmente inadequado para o teclado consolidado de 71 (ou 76) botões pois instrumentos diatônicos são os que são construídos com base em uma escala diatôncia de dois tons relativos como Ré e Sol, Sol e Dó, Dó e Fá..., não permitindo a execução de uma escala cromática completa. Assim o são a Harmônica diatônica (gaita de boca), o acordeon diatônico (gaita de botão), etc...

O sistema Reinische tonlage permite a execução de escalas cromáticas completas em amabas as mãos, inclusive simultaneamente. Assim sendo, a terminologia diatônica não é suficientemente precisa para caracterizá-lo.

Com propriedade, deve-se dizer que os sistemas Reinische e Einheits são bissonoros pois produzem dois sons distintos com a pressão de um mesmo botão. Já os sistemas Péguri e Kusserow são unissonoros, emitem sempre o mesmo som para um dado botão.

Podemos assim dizer que cromáticos todos eles são. Uns bissonoros (Reinische e Einheits), outros Unissonoros (Péguri, Kusserow,...)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Principais Marcas de Bandoneon

As principais marcas de bandoneon são as seguintes:

Alemãs
Ernest Louis Arnold (ELA)America, Cardenal, ECHO, ELA ELA, E.L.Arnold, Eolica, Tango,

Alfred Arnold (AA)
Alfa, Campo, Premier.

Arno Arnold (não confundir com AA, Doble A...)

Meinel&Herold


F. Lange

Brasileiras
Danielson
Todeschini (muito poucos instrumentos)

Encontros de bandoneonistas no Brasil

No Brasil há encontros de bandoneonistas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul acontece o Encontro de Bandoneonistas em Passo Fundo. Sempre em meados de novembro e com predominância do tango e da música gaúcha.
Bem organizado em um teatro central da cidade, atrai músicos de todo o estado, Santa Catarina e Argentina pela atenção dispensada pelo público às apresentações.
Ainda, Caxias do Sul e Caçapava do Sul promoveram encontros que hoje não mais se realizam.

Em Santa Catarina acontecem encontros nas cidades de Chapecó (abril), Joinville (maio), Massaranduba e Jaraguá do Sul. Todos com nítida enfase na música folclórica alemã.
O maior deles, a Bandoneonfest em Joinville, reúne em um salão nas aforas da cidade mais de três mil pessoas que aproveitam o dia entre a culinária, a música e o chopp da região. Caracteriza-se mais pela festa e diversão, como o próprio nome denota, que pela ênfase nas apresentações musicais.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Grandes Bandoneonistas (em seu estilo)

Música Clássica/Contemporânea

Alejandro Barletta
Alexander Mitenev
Brian Alex Caballero
Daniel Binelli
Dino Saluzzi

Juan Pablo Jofre
Klaus Gutjahr
Lautaro Greco
Luis Caruana
Martin Sued
René Marino Rivero
Rufo Herrera

Santiago Cimadevilla
Victor Hugo Villena

Música Regional Gaúcha/Chamamé

Antonio Serrano
Carlittos Magallanes (em especial acompanhando Cesar Passarinho)
Chaloy Jara
Doly Carlos da Costa (em especial com Os Posteiros)
Elinho do Bandoneón
Humberto Yule
Luiz Santa Cruz
Mano Monteiro
Luis Pajarito Silvestri
Juan Pico Nuñes
Milagros Caliva
Iaco Abitbol
Mario del Transito Cocomarola
Blas Martinez Riera
Juan Manuel Alzogaray
Paquito Aranda
Humberto Yule
Juan Manuel Silveyra
Diego Gutierrez


Tango

Alfredo Marcucci

Aníbal Troilo

Antonio Príncipe
Astor Piazzolla
Benjamín Szvalb
Carlittos Magallanes
Carel Kraayenhoff
Ciriáco Ortiz
Daniele di Bonaventura
Eduardo Arolas
Eduardo Rovira
Gabriel Clausi
Gabriel Merlino
Gabriel Rivano
Hugo Díaz

Juan José Mosalini
Juanjo Mosalini
José Libertella
Juan Maglio Pacho
Julio Pane
Julián Hasse
Leopoldo Federico
Marcelo Mercadante
Marcelo Nisinman
Marcos Madrigal
Martin Mirol
Néstor Marconi
Pedro Maffia
Pedro Laurenz

Oldimar "Pocho" Cáceres
Olivier Manoury
Osvaldo Fresedo
Osvaldo Montes
Per Arne Glorvigen
Raul Jaurena
Roberto Di Filippo
Rodolfo Mederos
Rubén Juárez
Ryota Komatsu
Victor Lavallén
Walter Rios
Walter Castro
William Sabatier
Walter Anselmi

Música Folclórica Alemã (no Brasil)


Breno Schneider
Ervino Sulzbach
Irmãos Fiebes
Ivan Lorenz
Márcio Brosowsky
Rodrigo Kienen

Um Bandoneón para tocar Tango

Cada bandoneón produz um sonoridade e um timbre diferente.

Para escolher um bandoneón com a finalidade de tocar tango, além dos critérios elencados noutro post, há algumas peculiaridades que devem ser observadas.
É possível tocar tango em qualquer bandoneón, entretanto, a música soará melhor, mais tanguera, se o instrumento obedecer a estas características:

Sistema Reinische Tonlage (bissonoro)

71 ou 76 botões (142 ou 152 tons)

chapas de zinco (facilitam o staccatto característico deste ritmo além de produzir um timbre mais encorpado e aveludado)

afinação em lá=442hz

Algumas marcas como Alfred Arnold (Doble A) e Premier (outro modelo fabricado pela fábrica de Alfred Arnold) são os preferidos entre os tangueros.
Merecem destaque também os 3B (Meinel&Herold) e os ELA.

Critérios para a compra de um bandoneón

Para a compra de um bandoneón há critérios gerais que devem ser observados:

1 - Sistema (layout) das notas;

Há vários sistemas de notação. O mais popular no Brasil é o Reinische Tonlage, 142/152 tons.

2 - Número de botões;

bandoneóns (Reinische) com menos de 71 botões são considerados pequenos, ou seja, não têm o recurso que um bandoneón de tamanho regular tem. Estes são vulgarmente chamados de "3/4" ou "meio" bandoneóns.
A forma correta de denominação destes instrumentos é dada pela multiplicação do número de botões por dois, e.g.: 52 botões = 104 tons; 65 botões = 130 tons, etc.
Do contrário não é possivel distinguir entre um 104, um 106 e um 110 tons pois qualquer destes seria considerado "meio" bandoneón. Assim como seria impossível a diferença entre um 122, um 128 e um 130 tons; seriam todos "3/4".

3 - Pressão do fole;

É necessário verificar a pressão do fole. Certificar-se de que o mesmo não apresenta furos ou vazamentos. Também que os couros nos cantos não estejam demasiadamente ressecados, o que levará ao aparecimento de vazamentos a curto/médio prazo. Também as cantoneiras devem estar em bom estado e não amassadas, trincadas, frouxas ou quebradas.

4 - Estado geral da madeira

É muito importante que o instrumento não tenha e não tenha sido atacado antes por cupins. A madeira não deve apresentar rachaduras ou emendas.
É comum no entanto encontrar a mesa rachada nas laterais por manuseio incompetente. - problema sanável mas indesejado.

5 - Estado geral das palhetas;

Esta é a parte que produz o som, assim sendo, é o mais importante no instrumento. É preciso verificar se as chapas estão inteiras, sem remendos de qualquer sorte. Bandoneóns tem chapas inteiras e várias palhetas rebitadas na mesma chapa e não uma chapa para cada palhetas como um acordeon.´
Não menos importante que o estado das chapas é o estado das palhetas. Verificar se não apresentam ferrugem em excesso e se não foram muito limadas, o que diminuirá sensívelmente a sua vida útil.
Colados nas chapas estão courinhos (vedantes) que devem estar rentes às placas e não retorcidos.
Tudo se pode restaurar com sucesso num bandoneon, exceto chapas maltratadas.

6 - Correto funcionamento da válvula de ar

bastante simples de verificar, é necessário que a alavanca que libera o ar funcione corretamente, do contrário não há como verificar a pressão do fole, a sonoridade ou a afinação.

7 - Correto funcionamento da mecânica dos botões.

Pressionada a tecla, a mesma deve baixar com naturalidade e solta deve retornar prontamente. Para tanto as molas devem estar em bom estado e não enferrujadas.
Também o couro das sapatilhas não deve estar ressecado para bem vedar pois vazando ar entre a junção da mesa e da sapatilha o rendimento do instrumento ficará comprometido.

8 - Afinação e sonoridade

O bandoneón padrão (Reinische) que se usa no Brasil é oitavado, ou seja, quando produz uma nota soam duas palhetas que devem estar afinadas precisamente à mesma "altura" em Hz (440, 442,..) porém com um intervalo de uma oitava entre elas.
Não existe afinação com "brilho" em bandoneón. Ou está precisamente oitavado ou está desafinado.
Somente com um instrumento afinado é possível avaliar com segurança a sua sonoridade e esta é subjetiva, depende do gosto de cada um.
A afinação é um grande problema para um bandoneonista porque, salvo raras exceções, o Brasil não possui luthiers especializados e competentes para afinar bandoneóns. Infelizmente.
Comprar um instrumento já afinado é uma garantia de não ter dor de cabeça procurando um afinador. Este serviço costuma ser caro e demorado.

9 - Critérios subjetivos

Além da sonoridade, que é totalmente subjetiva, há outros elementos que tem uma importância talvez secundária como a originalidade e a estética.

Distinguir entre original e restaurado/reformado pressupõe um conhecimento um pouco mais avançado sobre o instrumento.

As principais diferenças são a pintura, os botões e o fole.
Os bandoneóns alemães que chegaram ao Brasil não tinham revestimento em celulóide (salvo raríssimas excessões). Eram lustrados a goma-laca na sua maioria, ainda que não raro sejam pintados com uma tinta algo fosca.
É pela (obsoleta) numeração dos botões que se pode ver mais facilmente se um bandoneón foi ou não pintado.
Se foi pintado a nova pintura deve esconder os números ou facilitar o contraste entre a nova pintura e a velha que no momento da pintura foi coberta para "salvar" o número.
Além disso, é normal que um bandoneon com mais de 70 ou 80 anos apresente desgastes e marcas do tempo.... se não houver qualquer marca é porque foi restaurado.

Os botões originais de galatita ficam amarelados com o tempo. se os botões estiverem muito branquinhos podem não ser originais. Se forem de plástico não são originais (exceção aos Danielson)
Há botões originais em madeira também e algumas outras variações menos comuns.

Saber se o fole é orginal pressupóe o conhecimento dos padrões de papel de cada fabricante.


A beleza estética vai obedecer ao gosto particular de cada um.


10 - Preço

É natural que bandoneons originais e de melhor rendimento tenham valor superior aos de qualidade inferior e restaurados. De todos modos convém pesquisar exaustivamente antes de adquirir um instrumento.
É muito comum ver instrumentos no Mercado Livre ou em lojas com preços abusivos e de qualidade duvidosa.
Na dúvida, peça a opinião de alguém que toque e que entenda do instrumento.

Bandoneonistas no Brasil, origem, estilo e residência

Alejandro di Nubila, Argentino, tanguero, residente em Curitiba - PR

Altair Castelan, Catarinense, tanguero, residente em Florianópolis - SC

Aparício Konze, gaúcho, tanguero, residente em Curitiba - PR

Augusto Cesar Cantero Morales. Uruguaio, tangeuro, residente em São PAulo - SP

Breno Schneider, gaúcho, música alemã, Ijuí - RS

Carlittos Magallanes, Uruguaio, Tanguero, residente em Porto Alegre - RS

Carlos Bosco Marx, paulista, tanguero, residente em São Paulo - RS

Carlos Otto Reck, catarinense, música alemã, residente em Joinville - SC

Doly Carlos da Costa, gaúcho, tanguero/folclore, residente em Porto Alegre

Edgar Leschewitz, gaúcho, música sacra, residente em Curitiba - PR

Enor Guilherme, gaúcho, chamamecero, residente em Tapejara - RS

Érico Krause, gáúcho, tanguero, residente em São Leopoldo - RS

Ervino Sulzbach, gaúcho, música alemão, Residente em Estrela - RS

Ivan Lorenz, catarinense, música alemã, residente em Pomerode - SC

João Alberto Berthier Vieira (Betinho), gaúcho, tanguero, residente em Caxias do Sul - RS

João Irineu Dietrich (João do Bandoneón), gaúcho, música gapucha e alemã, residnete em ?

João Henriques, gaúcho, música gaúcha, residente em Caçapava do Sul - RS

João Lacerda, gaúcho, tanguero, residente em Pelotas - RS

Juan "Pelín" Capobianco, Uruguaio, tanguero, residente no Rio de Janeiro - RJ

Leopoldo Jacó Steffler, gaúcho, tanguero, residente em Bagé - RS

Luis Alberto Gonzalez dos Santos, uruguaio, tanguero, residente em Caxias do Sul - RS

Mano Monteiro, gaúcho, chamamecero, residente em Porto Alegre - RS

Márcio Brosowsky, catarinense, música alemã, residente em São Bento do Sul - SC

Oldimar "Pocho" Cáceres, Uruguaio, tanguero, residente em São Paulo - SP

Rafael Koller, gaúcho, tanguero/folclore, residente em Porto Alegre - RS

Renato Conte, Paranaense, tanguero, residente em Curitiba - `PR

Renato Muller, gaúcho, tanguero/música gaúcha, residente em Porto Alegre

Rodrigo Kienen, catarinense, música alemã/tango, residente em Blumenau - SC

Romário Borelli, catarinense, música brasileira, residente em Curitiba - PR

Rufo Herrera, Argentino, música clássica/tango, residente em Ouro Prto - MG

Savínio Conte, Catarinense, tanguero, residente em Curitiba - PR

Tio Mena Barreto, gaúcho, tanguero/música gaúcha, residente em Passo Fundo - RS

Ubirajara da Silva, gaúcho, tanguero, residente no Rio de Janeiro - RJ

Wendelino Kinzel, gaúcho, música alemã, residente em Porto Alegre - RS

Um pouco sobre o bandoneón

O bandoneón é um instrumento musical de palhetas livres, semelhante a uma concertina, utilizado principalmente na Argentina, onde é o principal instrumento da orquestra de tango. O executante do bandoneón é chamado de bandoneonista.

O bandoneón foi inventado pelo músico alemão Heinrich Band (1821-1860). O nome original alemão bandonion refere-se ao sobrenome de Band. Foi criado para ser usado na música religiosa e na música popular alemã, em contraste à concertina, que era considerada um instrumento folclórico. Imigrantes alemães levaram, no início do século XX, o bandoneón para a Argentina, onde ele foi incorporado à música local .

O bandoneón produz o som a partir da vibração de palhetas de aço rebitadas em chapas de metal que podem ser zinco ou alumínio. Na execução do tango é preferível o instrumento com chapas de zinco pelo peso, que permite versatilidade no staccato típico da marcação do tango, bem como pela doçura tímbrica.

Há vários modelos de bandoneón e layouts de escalas, desde instrumentos com 52 botões (104 tons) até 78 tons ( 156 tons). O bandoneon pode ser bissonoro ou unissonoro (equivocadamente chamados de diatônico e cromático respectivamente) Não existe bandoneón diatônico pois isso equivale a instrumentos que estão construídos sobre duas escalas relativas, o que não é o caso do bandoneón bissonoro pois pode-se facilmente executar uma escala cromática completa com ambas as mãos.

Existem vários modelos unissonoros, também chamados equivocadamente de concertinas,e que correspondem a vários layouts diferentes, e.g.: Péguri, Kusserov, Manoury,... Há dois modelos bissonoros: o Reinische Tonlage de até 76 botões (152 tons) que se usa no tango e o Einheitsbandonion de até 76 botões ( 152 tons) que se usa na música alemã.

O bandoneón padrão do tango é o modelo Reinische tonlage de 71 botões (142 tons) com apenas duas chapas de zinco e afinação a 442Hz. Apesar disso, existem desde badoneões de estudo com apenas uma chapa por nota até bandoneões com quatro chapas. Os modelos diferentes do de duas chapas não são utilizados no tango por não terem o som caracterítico do instrumento, senão que mais bem soam como um acordeon.

O Brasil teve sua própria fábrica de bandoneões, a Danielson & Goettems, de Santa Rosa - RS. Esta fábrica produziu bandoneões desde meados da década de 50 até começos dos anos 80. Reabrindo posteriormente e fechando definitivamente nos anos 90. Todos os seus modelos são Reinische tonlage, de 71 ou 76 botões, sempre com chapas de alumínio e revestimento de celulóide (salvo raríssimas exceções), por vezes ornamentado com flores. Estes bandoneões não são apropriados para a execução do tango pois seu timbre é muito estridente se comparado aos bandoneões alemães. Mais bem servem para o chamamé ou a música alemã. São instrumentos bastante resistentes e mais novos que os bons instrumentos alemães.

Dentre as fábricas de bandoneón alemãs, destacam-se a ELA (Ernest Louis Arnold), Alfred Arnold (AA ou Doble A), Arno Arnold (não confundir com AA), Meinel & Herold e F. Lange. Esta última não chegou a produzir bandoneões de tamanho padrão (71 botões) porém seus bandoneões pequenos são muito apreciados pelos executantes de música alemã. As fábricas ELA e AA fabricaram instrumentos com inúmeras marcas diferentes. A ELA fabricou dentre muitos outros, os modelos Tango, Cardenal, América, Echo, E.L. Arnold,... A Alfred Arnold fabricou, dentre outros, os Premier, Campo, Alfa,...

Ainda hoje produzem-se bandoneões sob encomenda em partes da Europa sendo os mais renomados os dos luthiers Uwe Hartenhauer (Alemanha), Harry Geuns(Bélgica) e Klaus Gutjahr(Alemanha). Algumas fábricas de acordeon na Itália, como a Victoria e a Pigini, também fabricam instrumentos.


Os materiais que compõem o bandoneón são basicamente madeira, couro, papelão, alpaca, zinco/alumínio, aço e galatita. O fole é confeccionado em papelão, tendo os cantos recobertos por couro (marroquim) e cantoneiras externas de alpaca. Pode também ser enfeitado com outros adornos em alpaca ( que muitos insistem em dizer ser "prata alemã"). O madeiramento dos antigos intrumentos alemães é feito em pinho alemão com lustro a goma-laca (salvo algumas exceções) e pode apresentar inscrustações em nácar (madrepérola) Os botões são feitos de galatita com olho de madrepérola. Podem se encontrar também botões de madeira. As chapas com as palhetas são presas aos castelos por pregos e não com cera como no acordeon. Outra diferença é que as chapas são inteiriças, ou seja, trazem várias palhetas rebitadas na mesma chapa enquanto no acordeon há apenas duas palhetas por chapa. Essa característica torna a afinação do instrumento muito trabalhosa e difícil.

È extremamente útil, para um aprofundamento na história deste instrumento, uma visita aos sítios web abaixo:

http://www.inorg.chem.ethz.ch/tango - página de Christian Mensing sobre tango e bandoneón.

http://www.bandoneon-hartenhauer.de/ - Página dos Bandoneões Hartenhauer

http://www.bandoneon-maker.com/ - Página dos Bandoneões de Harry Geuns

http://www.inart.de/gutjahr/ - Página dos Bandoneões Gutjahr

http://www.bandonion-carlsfeld.de/ - Página da Bandonion und Concertina Fabrik Klingenthal

http://www.pigini.com/prodotti/standard.php?language=en - Bandoneões Pigini